quinta-feira, 30 de março de 2017

Mea Culpa

Mea Culpa (Mea Culpa, França, 2014) – Nota 6,5
Direção – Fred Cavayé
Elenco – Vincent Lindon, Gilles Lellouche, Nadine Labaki, Gilles Cohen, Max Baissette de Malglaive, Velibor Topic.

Simon (Vincent Lindon) é um ex-policial que cumpriu pena após ter causado um acidente. Depressivo, ele abandona esposa (Nadine Labaki) e filho (Max Baissette de Malglaive). 

Seu ex-parceiro Franck (Gilles Lellouche) continua na polícia e mantém uma relação de amizade e lealdade com Simon e sua família. 

Quando o filho de Simon testemunha um assassinato e se torna alvo de bandidos, os dois amigos se reúnem para resolver a situação. 

É basicamente um filme de ação ininterrupta. A história é fraca e o roteiro cheio de furos, até mesmo a “surpresa” no final é previsível. 

O filme ganha pontos pelo ritmo acelerado e as violentas cenas de ação. Destaque para as cenas de correria com automóveis, a perseguição a pé que começa com um tiroteio em frente a delegacia e a longa sequência final dentro do trem. 

Para quem gosta de filmes de ação e não exige muito em relação a história, com certeza vai se divertir com este longa francês.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Frank

Frank (Frank, Inglaterra / Irlanda / EUA, 2014) – Nota 7
Direção – Lenny Abrahamson
Elenco – Domhnall Gleeson, Maggie Gyllenhaal, Scoot McNairy, Michael Fassbender, François Civil, Carla Azar.

Em algum lugar do Reino Unido, Jon (Domhnall Gleeson) é um jovem que ganha a vida em um trabalho burocrático, mas que sonha o dia inteiro com música. 

Uma situação bizarra o aproxima de uma obscura banda em que o vocalista chamado Frank usa uma enorme cabeça de boneco. Ele aceita o convite para tocar teclado com a banda. Pensando que seria apenas uma apresentação, ao viajarem para o interior da Irlanda Jon descobre que a ideia é gravar um álbum. 

Os personagens estranhos escondem uma história até certo ponto comum que coloca em conflito o desejo de sucesso, com o simples prazer de fazer música. Enquanto o personagem de Domhnall Gleeson explora a tecnologia através das mídias sociais em busca de reconhecimento, os outros integrantes da banda parecem hippies saídos dos anos setenta. O estranho Frank, que muitos consideram um gênio musical atormentado, parece “sofrer” a cada música que cria. 

É um filme muito mais próximo de “Garage” que Lenny Abrahamson dirigiu anos antes na Irlanda, do que o recente sucesso de “O Quarto do Jack”.

Nos créditos finais é informado que o filme é uma homenagem a um sujeito que utilizava um boneco na cabeça na Irlanda. Não consegui descobrir quem seria. 

terça-feira, 28 de março de 2017

À Beira do Abismo

À Beira do Abismo (Man on a Ledge, EUA, 2012) – Nota 6,5
Direção – Asger Leth
Elenco – Sam Worthington, Elizabeth Banks, Jamie Bell, Ed Harris, Anthony Mackie, Genesis Rodriguez, Edward Burns, Titus Welliver, William Sadler, Kyra Sedgwick.

Um sujeito (Sam Worthington) se hospeda em um hotel em Manhattan e sobe no beiral da janela do quarto para chamar a atenção, como se fosse cometer suicídio. 

Assim que a polícia chega, o homem pede para falar com uma detetive (Elizabeth Banks), que não tem ideia por que teria sido chamada. 

Em flashbacks, descobrimos que o sujeito é Nick Cassidy, um ex-policial que cumpre pena por roubo e que deseja provar sua inocência a todo custo. 

A primeira parte do filme é bem interessante. A forma escolhida pelo sujeito para provar sua inocência inclui uma ação paralela envolvendo outros personagens. A narrativa lembra os filmes sobre golpes, como uma trama rocambolesca. 

Infelizmente, o roteiro se perde na parte final, com soluções que apelam para os clichês do gênero, inclusive com tudo sendo resolvido de forma apressada. 

Faltou um diretor melhor e com mais experiência, além de um roteiro com um final mais bem trabalhado.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Assassino a Preço Fixo 2

Assassino a Preço Fixo 2: Ressurreição (Mechanic: Resurrection, França / EUA, 2016) – Nota 5
Direção – Dennis Gansel
Elenco – Jason Statham, Jessica Alba, Tommy Lee Jones, Michelle Yeoh, Sam Hazeldine.

Vivendo no Rio de Janeiro e utilizando um nome falso, o ex-assassino profissional Arthur Bishop (Jason Statham) é encontrado por um grupo que deseja forçá-lo a cometer três assassinatos. 

Ele consegue fugir para Tailândia, onde se envolve com a bela Gina (Jessica Alba), que acaba sequestrada pelos bandidos. Bishop é obrigado a cumprir a missão para salvar a vida da garota. 

O longa de 2011 era um interessante remake do filme protagonizado por Charles Bronson nos anos setenta, porém a mudança no final deixou em aberto a chance de uma sequência. 

Infelizmente esta sequência se mostra um total desperdício. O roteiro é primário, parece escrito por um adolescente. A quantidade de furos na história são enormes. Nem mesmo as cenas de ação convencem. Algumas são absurdas, como a sequência inicial no bondinho do Pão de Açúcar. 

A atriz Jessica Alba deve ter aceitado o papel apenas para curtir as praias da Tailândia, enquanto Tommy Lee Jones parece se divertir nas poucas cenas em que aparece. 

É um filme totalmente descartável.

domingo, 26 de março de 2017

O Acompanhante

O Acompanhante (The Walker, EUA / Inglaterra, 2007) – Nota 6
Direção – Paul Schrader
Elenco – Woody Harrelson, Kristin Scott Thomas, Lauren Bacall, Ned Beatty, Moritz Bleitbreu, Mary Beth Hurt, Lily Tomlin, Willem Dafoe, William Hope.

Carter Page III (Woody Harrelson) é um homossexual de família tradicional na política que vive acompanhando senhoras ricas em festas e eventos. 

Ao levar a esposa de um senador (Kristin Scott Thomas) para se encontrar com o amante, Carter se envolve numa situação extremamente complicada. A mulher encontra o amante morto a facadas e pede para Carter não contar a polícia sobre o caso extraconjugal. Após mentir para ajudar a amiga, Carter se torna suspeito do crime. 

Paul Schrader é famoso por ter escrito roteiros de grandes filmes para Martin Scorsese como “Táxi Driver”, “Touro Indomável” e “A Última Tentação de Cristo”. Sua carreira como diretor é no máximo razoável. 

Neste longa que comento, Schrader tenta fazer uma crítica a elite envolvida em política e grandes negócios em Washington. Ele utiliza alguns elementos dos antigos filmes noir, como inserir um protagonista que tenta salvar sua pele em meio a uma complexa trama de mentiras. 

É uma pena que a premissa seja mal desenvolvida. A história se mostra confusa no seu desenrolar e ao mesmo tempo entrega uma explicação simplista para o crime. O ritmo arrastado é outro ponto negativo. 

Vale destacar a atuação de Woody Harrelson como o sujeito rico, elegante e afetado.

sábado, 25 de março de 2017

Um Ano Mais

Um Ano Mais (Another Year, Inglaterra, 2010) – Nota 7,5
Direção – Mike Leigh
Elenco – Jim Broadbent, Ruth Sheen, Lesley Manville, Oliver Maltman, Peter Wight, David Bradley, Karina Fernandez, Imelda Stauton.

Gerri (Ruth Sheen) é uma psicóloga e seu marido Tom (Jim Broadbent) um engenheiro geólogo. Casados há mais de trinta anos, eles demonstram afeto e felicidade. Durante um ano, o filme mostra encontros do casal com familiares e amigos que dividem suas alegrias e sofrimentos. 

O roteiro escrito pelo diretor Mike Leigh divide o longa nas quatro estações do ano, focando em uma pequena história em cada uma delas. 

Acompanhamos a mudança de vida do filho Joe (Oliver Maltman), a solidão da amiga Mary (Lesley Manville) e do amigo Ken (Peter Wight) e por fim o sofrimento calado do irmão de Tom, Ronnie (David Bradley). 

A proposta de Leigh é mostrar como a vida afeta de formas diferentes cada pessoa. As decisões e atitudes vão se somando, resultando em alegrias, mas também em tristezas e frustrações que muitas vezes fogem ao controle emocional de cada um. 

É interessante e também triste ver que um casal feliz pode ser ao mesmo tempo modelo para quem está infeliz e também motivo de inveja. A cena final do jantar é tocante ao expor estas diferenças na vida e no pensamento de cada um. As vezes, algumas palavras de felicidade são uma verdadeira punhalada no coração de quem está infeliz. 

O elenco todo está bem, mas o grande destaque fica para a insegura e carente personagem vivida por Lesley Manville. 

sexta-feira, 24 de março de 2017

A Raposa do Mar

A Raposa do Mar (The Enemy Below, EUA, 1957) – Nota 6,5
Direção – Dick Powell
Elenco – Robert Mitchum, Curt Jurgens, David Hedison, Theodore Bikel, Russell Collins.

Segunda Guerra, Sul do Atlântico. Um destroyer comandado pelo capitão Murrell (Robert Mitchum) e um submarino alemão seguindo ordens de Von Stolberg (Curt Jurgens) se enfrentam em um jogo de gato e rato. 

Os experientes comandantes criam estratégias a partir das coordenadas e do deslocamento do inimigo. Os dois sabem que qualquer erro de cálculo pode terminar em derrota e na morte de seus tripulantes. 

Recheado de diálogos técnicos sobre navegação, este longa tem alguns pontos interessantes, como a perspicácia dos protagonistas, o questionamento do capitão alemão em relação ao porquê da guerra e até mesmo um toque pacifista, mesmo com o clímax sendo violento. 

O longa perde alguns pontos pelo excesso de diálogos técnicos e pela lentidão da narrativa. Mesmo com pouco mais de uma hora e meia, a sensação é de uma duração maior. 

É basicamente um filme indicado para quem gosta de obras sobre batalhas no mar. 

quinta-feira, 23 de março de 2017

Deixa Ela Entrar

Deixa Ela Entrar (Lat Den Ratte Komma In, Suécia, 2008) – Nota 7,5
Direção – Tomas Alfredson
Elenco – Kare Hedebrant, Lina Leandersson, Per Ragnar.

Subúrbio de Estocolmo, 1982. Oskar (Kare Hedebrant) é um garoto de doze anos que é perseguido na escola e que vive sozinho com a mãe divorciada, que passa o dia no trabalho. 

Morando em um condomínio simples, em uma certa noite Oskar encontra a garota Eli (Lina Leandersson) no pátio repleto de neve. Ele descobre que a garota é sua vizinha e que vive com um estranho sujeito (Per Ragnar). O que Oskar não sabe, é que a menina é uma vampira que precisa se alimentar de sangue. Mesmo assim, as duas crianças criam um forte laço de afeto. 

O grande acerto deste longa é ir além da história sobre vampiros. O filme é na verdade um drama sobre adolescência, solidão, vingança e até mesmo toques de sexualidade. 

Apesar de ser baseado em um livro, onde provavelmente existam maiores detalhes, o roteiro não se preocupa em explicar porque a menina é uma vampira e qual sua verdadeira relação com o homem que mora com ela, deixando as respostas para a imaginação do espectador. 

O filme perde alguns pontos pelos efeitos especiais ruins, principalmente na sequência dos gatos. 

Em 2010, a história foi refilmada em Hollywood, porém não assisti para comparar.

quarta-feira, 22 de março de 2017

O Impostor

O Impostor (The Forger, EUA, 2014) – Nota 6,5
Direção – Philip Martin
Elenco – John Travolta, Christopher Plummer, Tye Sheridan, Abigail Spencer, Anson Mount, Marcus Thomas, Jennifer Ehle, Travis Aaron Wade, Julio Oscar Mechoso.

Ray Cutter (John Travolta) é um falsificador de quadros que cumpre pena. Desesperado para sair da cadeia por causa de seu filho Will (Tye Sheridan) que está doente, Ray faz um acordo com o traficante Keegan (Anson Mount) que suborna um juiz. Em troca, Ray terá de falsificar um famoso quadro e trocá-lo pelo original durante uma exposição. 

Apesar das críticas ruins, este longa prende a atenção através de uma boa narrativa e um roteiro que explora com simplicidade a relação entre pais e filhos. Além da relação entre os personagens de Travolta e Sheridan, é interessante também a participação do veteraníssimo Christopher Plummer como o avô golpista aposentado e a de Jennifer Ehle como a mãe viciada em drogas. O roteiro ainda insere uma reviravolta no final. 

É um filme básico, que funciona como divertimento imediato. 

Um detalhe, a tradução correta do título seria “O Falsificador”.

terça-feira, 21 de março de 2017

Beleza Colateral

Beleza Colateral (Collateral Beauty, EUA, 2016) – Nota 6
Direção – David Frankel
Elenco – Will Smith, Edward Norton, Kate Winslet, Michael Peña, Helen Mirren, Naomi Harris, Keira Knightley, Jacob Latimore, Ann Dowd.

Howard (Will Smith) é um publicitário de sucesso dono de uma agência. Após perder a filha de seis anos, Howard entra em uma espécie de depressão profunda. O trabalho fica de lado, o que afeta diretamente sua empresa. 

Temendo ver a empresa quebrar, seus sócios (Edward Norton, Michael Peña e Kate Winslet) tomam uma atitude radical. Contratam uma detetive particular (Ann Dowd) e três atores (Jacob Latimore, Keira Knightley e Helen Mirren) para seguirem Howard e conseguirem provas de que ele não tem condições psicológicas de comandar a empresa. 

A quantidade de consumidores do mercado de autoajuda é gigantesca. Livros, dvds, palestras e também o cinema são braços atuantes deste mercado. A forma de levar este “conteúdo” ao público sempre explora frases de efeito para passar uma falsa sensação de bem estar às pessoas que estão enfrentando algum problema ou trauma. É basicamente o que ocorre neste longa. 

Tudo parece perfeito à primeira vista. Elenco recheado de astros, personagens com problemas pessoais, cenas filmadas para emocionar o espectador, além de um toque de fé e espiritualidade, porém para quem gosta de realidade, vai se decepcionar com o excesso de clichês. 

Praticamente toda a história e muitas reações dos personagens soam falsas. É o tipo de filme para agradar um determinado público que gosta de emoções fáceis, algo semelhante ao trabalho de um hipnotizador, que sempre procura as pessoas suscetíveis, aquelas que querem ser hipnotizadas, senão o truque não funcionará.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Um Limite Entre Nós

Um Limite Entre Nós (Fences, EUA, 2016) – Nota 7,5
Direção – Denzel Washington
Elenco – Denzel Washington, Viola Davis, Stephen McKinley Anderson, Jovan Adepo, Russell Hornsby, Mykelti Williamson, Saniyya Sidney.

Pittsburgh, anos cinquenta. Troy Maxson (Denzel Washington) é um homem de meia-idade que trabalha como lixeiro e que pretende se tornar o primeiro motorista negro de caminhão de lixo da cidade. 

Analfabeto e falastrão, ao mesmo tempo em que demonstra amor pela esposa Rose (Viola Davis), Troy também é um sujeito duro, teimoso e frustrado por não ter tido reconhecimento em sua carreira de jogador de beisebol. Ele tem dificuldades em se relacionar com os filhos (Jovan Adepo e Russell Hornsby) e com o irmão (Mykelti Williamson) que sofre com sequelas da Segunda Guerra. 

Este longa é basicamente um teatro filmado que se apoia nos diálogos e nas ótimas interpretações do elenco, com destaque para Denzel Washington, Viola Davis e Mykelti Williamson. 

A complexidade dos personagens principais é outro ponto forte. O protagonista é um poço de contradições, defende sua obrigação em sustentar a família, ao mesmo tempo em que deixa a desejar em outros quesitos e cobra exageradamente seu filho adolescente. A personagem de Viola Davis é a típica mulher dos anos cinquenta, que coloca a família em primeiro lugar, deixando de lado seus sonhos. 

O filme perde alguns pontos pelo excesso de diálogos e a duração um pouco longa que termina cansando o espectador.

 No geral, é um interessante filme sobre pessoas e também uma época em que o conceito de família era muito mais forte do que hoje.

domingo, 19 de março de 2017

Ilusões Perigosas & A Casa dos Sonhos


Ilusões Perigosas (Haunted, Inglaterra / EUA, 1995) – Nota 6
Direção – Lewis Gilbert
Elenco – Aidan Quinn, Kate Beckinsale, Anthony Andrews, John Gielgud, Anna Massey, Alex Lowe.

Nos anos vinte, o professor de parapsicologia David Ash (Aidan Quinn) segue para uma pequena cidade do interior da Inglaterra para investigar fenômenos sobrenaturais em uma antiga mansão. No local, ele conhece a bela jovem Christina (Kate Beckinsale). Não demora para David e Christina se envolverem amorosamente, mesmo com os estranhos fenômenos assombrando a mansão. Aos poucos, os acontecimentos fazem David começar a duvidar de sua própria sanidade. 

É um longa mais voltado para o drama sobrenatural do que para o suspense. Mesmo as cenas mais tensas exploram a sugestão, não esperem sangue ou violência. Vale destacar a caprichada reconstituição de época e a beleza de Kate Beckinsale com apenas vinte e dois anos de idade. 

Finalizando, este foi o penúltimo trabalho do diretor inglês Lewis Gilbert, que há poucos dias completou noventa e sete anos e que comandou bons filmes como “O Despertar de Rita” e três longas da franquia 007. 

A Casa dos Sonhos (Paperhouse, Inglaterra, 1988) – Nota 6,5
Direção – Bernard Rose
Elenco – Charlotte Burke, Ben Cross, Glenne Headly, Elliott Spiers, Gemma Jones.

Anna (Charlotte Burke) é um solitária garota de onze anos que ao ficar doente passa o tempo desenhando. Ao criar uma casa de papel, Anna descobre que pode visitar o local através dos sonhos. Na casa desenhada, ela encontrada um garoto deficiente (Elliott Spiers) e um mundo de fantasia com figuras estranhas e assustadoras. Cada vez que ela modifica o desenho, seus sonhos se tornam mais perigosos. 

Este longa é uma curiosa ficção que mistura fantasia e terror, estilo que teve vários exemplares nos anos oitenta. Os pontos positivos são as sequências no mundo do sonhos e o clima assustador em alguns momentos. Por outro lado, as interpretações são fracas, principalmente da protagonista, que aqui teve seu único trabalho no cinema. Vale citar que o diretor Bernard Rose é mais conhecido pelo terror “O Mistério da Candyman”.

sábado, 18 de março de 2017

Cronos

Cronos (Cronos, México, 1993) – Nota 5,5
Direção – Guillermo Del Toro
Elenco – Federico Luppi, Ron Pearlman, Claudio Brook, Margarita Isabel, Tamara Shanath.

México, século XVI. Um alquimista cria um estranho objeto batizado como Cronos, que daria a vida eterna a quem o utilizar. Quatrocentos anos depois, um terremoto derruba um edifício e o corpo do alquimista é encontrado cheio de deformações. 

A trama pula para o início dos anos noventa, quando um homem rico e doente (Claudio Brook) obriga seu sobrinho (Ron Pearlman) a procurar o Cronos que estaria escondido dentro de uma estátua de anjo. Sem explicação alguma, a estátua está em poder do dono de uma loja de antiguidades (Federico Luppi), que utiliza o objeto sem saber o efeito. 

Esse foi o primeiro longa do diretor Guillermo Del Toro, que aqui já mostrava o gosto pelo sangue, por monstros e situações bizarras. Por mais que o diretor demonstre criatividade no formato do Cronos e no estranho clima, o roteiro é fraco e previsível. Para piorar, as interpretações são caricatas. 

Algumas das ideias utilizadas aqui, Del Toro adaptou de forma bem mais consistente na atual série “The Strain”. 

O longa vale apenas como curiosidade para os fãs do diretor ou para que curte filmes vagabundos de terror.


sexta-feira, 17 de março de 2017

O Clube do Imperador

O Clube do Imperador (The Emperor’s Club, EUA, 2002) – Nota 7,5
Direção – Michael Hoffman
Elenco – Kevin Kline, Emile Hirsch, Embeth Davidtz, Paul Dano, Jesse Eisenberg, Rishi Mehta, Rob Morrow, Edward Herrmann, Harris Yulin, Patrick Dempsey, Joel Gretsch, Steven Culp, Roger Rees.

No início dos setenta, Mr. Hundert (Kevin Kline) é um professor de história especializado em Grécia e Roma que leciona numa famosa escola para garotos. Hundert tenta ir além do ensino formal, seu objetivo é formar homens de caráter. 

A dificuldade normal em lidar com adolescentes aumenta quando um jovem filho de um senador (Emile Hirsch) chega ao colégio. O garoto rebelde se torna um desafio para o professor. 

Seguindo a linha de filmes sobre professores idealistas, este longa se passa em duas épocas distintas. A primeira parte é que a citei. A segunda se passa vinte anos depois, quando o professor é convidado para uma reunião com o ex-alunos. 

Além dos conflitos normais deste tipo de filme, é interessante como roteiro mostra os alunos ainda adolescentes e depois como adultos e pais de família. Nesta segunda parte podemos analisar qual o tamanho da influência do professor na vida de cada  um deles e também entender que mesmo com bons exemplos, no final o caráter e a ética é algo individual que dificilmente se modificará. 

Além do sempre competente Kevin Kline, vale destacar Emile Hirsch, Paul Dano e Jesse Eisenberg, que eram adolescentes pouco conhecidos e que hoje são astros.