sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Alma Corsária

Alma Corsária (Brasil, 1993) – Nota 7
Direção – Carlos Reichenbach
Elenco – Bertrand Duarte, Jandir Ferrari, Andrea Richa, Mariana de Moraes, Flor, Jorge Fernando, Emilio Di Biasi, Abrahão Farc.

Rivaldo (Bertrand Duarte) e Teodoro (Jandir Ferrari) são amigos de infância que estão lançando juntos um livro de poesias que contam momentos de suas vidas. Ao invés de um local comum como uma livraria, os amigos decidem fazer a festa de lançamento em uma pastelaria na região central de SP. Enquanto a festa acontece, em flashback o espectador conhecerá um pouco da vida dos amigos, suas aventuras quando adolescentes, além das crises e os amores da juventude, tudo isso passando por vários bairros de São Paulo, como Jabaquara, Pompéia e Glicério. 

O diretor, roteirista e fotógrafo gaúcho Carlos Reichenbach, falecido em 2012, foi um dos muitos que se tornaram profissionais de cinema na chamada “Boca do Lixo”, trabalhando em produções baratas e criativas. Sua carreira como diretor, principalmente seus filmes a partir de “Anjos do Arrabalde” de 1987, seguem um estilo que mistura crítica social com lembranças de sua vida pessoal, sempre com personagens próximos da realidade e muitas vezes vivendo à margem da sociedade. 

Neste filme específico, o roteiro foca principalmente na vida do personagem de Bertrand Duarte, que é de família pobre, filho de uma viúva, que faz amizade com o jovem burguês interpretado por Jandir Ferrari. Dois personagens completamente diferentes, que cultivam uma amizade que hoje em dia seria quase impossível. 

O história começa no final dos anos cinquenta e segue até os anos setenta, mostrando neste período situações da época como a ditadura militar, a repressão da polícia e o fechamento dos cinemas de rua, entre outros fatos. 

Os personagens são baseados em várias pessoas que o diretor Reichenbach conheceu e as situações em fatos que ele vivenciou, resultando numa espécie de resumo da vida dos jovens nos anos sessenta. 

O filme perde pontos em algumas cenas dentro da pastelaria, principalmente pelos desempenhos caricatos do diretor global Jorge Fernando como o relações públicas da editora e sua namorada interpretada por Flor, conhecida como jurada do programa Silvio Santos. 

Por outro lado, vale destacar o ótimo desempenho de Bertrand Duarte, ator que eu não conhecia e que pesquisando descobri que tem pouquíssimos trabalhos na carreira. Por este filme, a impressão é que o sujeito seria um ótimo ator.

2 comentários:

Fabiane Bastos disse...

Olá,

É aquela época do ano outra vez. E volto a te convidar para participar do Bolão do Oscar do “DVD, Sofá e Pipoca”. (http://goo.gl/pZrkOf)

Te esperamos lá, e boa sorte!

Hugo disse...

Fabiane, valeu pelo convite.

Abraço